novas_descobertas – novos_horizontes

27 março 2008

Como eu já venho dizendo nos textos passados, muita coisa mudou. A mudança mais radical foi aquela primeira, quando eu mudei de tema para o atual. As demais acontecem a todo instante, cada vez que eu pesquiso e me aprofundo em qualquer coisa relacionada ao meu TCC.

Desde que eu comecei as orientações com a professora Célia Maria Escanfella, em fevereiro, meu horizonte foi mudando, ou melhor, se estendendo, porque tive contato com mundos gigantes e diferentes entre si, mas que combinados em doses homeopáticas, resultarão no meu trabalho final.

Difícil é gerenciar tanta informação, de tão variados mundos, e extrair o essencial sem ser muito generalista ou muito específico e parcial. Por isso, talvez, eu demore tanto para passar para as próximas etapas. Estou em busca desses sumos para poder fundir tudo de uma só vez.

Informações recentes me levaram a fazer novos recortes, novas abordagens. Compartilho com vocês agora essas descobertas e digo como elas influenciam no Projeto Amar.elo (clique nos links pra saber mais):

::Descoberta do número de praças existentes na cidade::

Primeiro fiquei feliz em saber que o site da prefeitura de São Paulo é bem completo. Nunca tinha entrado, então fiquei surpreso com a enorme quantidade de informação publicada lá. Às vezes não tem alguns dados específicos de uma região, porque o site depende das informações que cada subprefeitura repassa.

São exatamente 4.408 praças públicas, espalhadas por centenas de sub-bairros, que são divisões dos 96 distritos oficiais; que por sua vez, são de responsabilidade das 31 subprefeituras do município.

Com todos esses números fica até difícil se decidir por uma, pra começar a atuar. Mas de uma coisa já fico ciente, os acordos devem ser feitos com a subprefeitura do local.

::Descoberta do projeto PraçAção::

Em abril a prefeitura contratou 62 equipes para a limpeza e a manutenção das praças. Aqueles “laranjinhas” que cortam grama e varrem o lixo fazem parte dessas equipes. Mas pelo jeito não foi suficiente, por isso criaram um novo projeto.

O projeto PraçAção foi iniciado em outubro de 2005. É um projeto da prefeitura para a conservação das praças públicas. Como vimos o número de praças na cidade é enorme, portanto o governo resolveu investir também em parcerias com a sociedade civil. Qualquer empresa ou associação pode adotar uma praça, se responsabilizando por mantê-la limpa e “saudável”, vamos dizer assim. Com a adoção, o governo liberaria o parceiro a colocar uma placa informando o responsável pela praça. Parece que no início do projeto mais de 300 parcerias foram estabelecidas, e no começo de 2006, já eram quase 500. O projeto visa estabelecer programas de lazer em algumas praças, trazendo atividades físicas e culturais nos fins-de-semana, que envolveriam não só as pessoas do bairro como também alunos e funcionários de colégios públicos.

Não sei as quantas andam agora em 2008, o projeto e a atividade desses programas divulgados. Só sei que uma lei (Lei Cidade Limpa) criada pelo atual prefeito, Gilberto Kassab, que determinou acabar com a poluição visual na cidade de São Paulo, entra em confronto com esse acordo estabelecido do Projeto PraçAção. A lei é bem clara: ” Segundo as novas regras, fica totalmente proibida, por exemplo, a colocação de peças de propaganda em ruas, parques, praças, postes, torres, viadutos, túneis, faixas acopladas à sinalização de trânsito, laterais de prédios sem janelas e topos de edifícios.”

Essa relação e atrito de leis devem ser investigados a fim de saber se uma futura ação gráfica nas praças poderia ser entendida pela prefeitura como poluição visual. Pois sabemos que não é só propagandas que poluem a cidade. Aliás, a prefeitura andou pintando muros pichados e tem ficado pior que caderno universitário rasurado com “liquid paper“.

::Descoberta do Projeto BioUrban::

Minha maior surpresa foi descobrir que alguém estava pensando na mesma coisa que eu, e no mesmo período. Li sobre o Projeto BioUrban no Jornal do Cambuci & Aclimação. Estava na primeira página do jornal, com a foto do mentor do projeto, Jeff, e uma chamada em letras garrafais: “Arte no escadão”. Jeff Anderson é na verdade um artista plástico e estudante de ciências sociais na PUC-SP. Ele decidiu intervir no espaço urbano de modo a trazer vida à cidade. Para tal, propõe a recuperação social, ambiental e arquitetônica. Ele agiu primeiramente em uma escadaria do bairro do Cambuci, entre as ruas Oliveira Campos e Oliveira Lima. Com influência do artista e arquiteto austríaco Friedensreich Hundertwasser, ele recuperou o espaço através da decoração com o próprio lixo que estava jogado lá. Foi ajudado por moradores da comunidade de bairro e instalou na escadaria uma livraria pública, que não exige cadastro prévio para pegar um dos mais de 350 livros disponíveis. Detalhe: esse é o TCC dele! (acho que no mínimo, ele mandou muito bem! hehe)

Para saber mais, acesse os links abaixo:

*Proposta do projeto

*Fotos do projeto

*Matéria do jornal


::Descoberta do novo layout de placas no Rio de Janeiro::

o novo modelo de placas do Rio de Janeiro, que propõe uma nova fonte de conteúdo histórico e tur�stico

Pois é, como podem ver, as idéias estão no ar. A prefeitura do Rio de Janeiro pegou primeiro. A Plamarc ganhou a licitação, e assim os direitos de fazer todas as placas da cidade, contextualizando os nomes das ruas citadas nelas. A pesquisa e o conteúdo das placas são fornecidos pela prefeitura. Um jeito de disseminar alguma cultura a mais, através da história da construção da cidade e, dar aos gringos visitantes e moradores locais, mais “pontos culturais” e turísticos no Rio de Janeiro.

E eu só fiquei sabendo disso, porque o G1 publicou um equívoco que havia sido feito com uma personalidade que dava nome a uma avenida do bairro do Leblon. As matérias podem ser conferidas abaixo (o erro, a correção e a empresa, respectivamente):

*matéria1 :: matéria2 :: site plamarc

::Leitura recente do livro do Roberto DaMatta::

O livro A casa & a rua do antropólogo Roberto DaMatta se tornou a Bíblia para o meu trabalho. Deu a fundamentação teórica que era preciso ao projeto. Entender e relacionar entre si os fatos que promovem a vida urbana, principal e especificamente no Brasil, é a chave para agir com consciência na cidade. Recomendo a todos que querem entender o porquê do Brasil ser assim. DaMatta será exaustivamente citado por mim nas próximas análises e estudos feitos sobre o indivíduo e a cidade.

Tudo isso, combinado com as leituras sobre os tempos modernos (Modernidade líquida e A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa, de Zygmunt Bauman e Nicolau Sevcenko, respectivamente), contextualiza só parte uma parte do projeto.

Diante desse panorama, noto a falta e a conseqüente necessidade de pesquisar (e dominar) sobre intervenções – principalmente, urbanas -; e teorizar “mais” sobre a função do design e seus profissionais. Desse modo, provavelmente, as postagens futuras serão sobre esses assuntos. Antes, porém, deve aparecer um estudo sobre um dos objetos principais desse projeto: a praça. Esse estudo é essencial para avançarmos para o próximo degrau, sendo assim, coloco-me em dívida desde já, para escrevê-lo e postá-lo o quanto antes. Aguardem!

em_busca_do_xeque-mate – parte 2

26 março 2008

Quem prestou atenção no plano de pesquisa – que anexei na postagem anterior -, certamente notou que eu adotei como solução de alguns problemas da cidade, a revitalização e caracterização das praças públicas.

O raciocínio era de que as praças, locais conhecidos como área de lazer, fossem restaurados, voltando a ser um lugar de convivência e relacionamento entre pessoas do mesmo bairro (primariamente); e, aliado a isso, se fizesse uma caracterização gráfica/arquitetônica sobre a história do nome daquele local, fazendo com que um lugar comum também passasse a ser um ponto/marco histórico e turístico da cidade de São Paulo.

Seria uma tentativa de resgatar – ou criar – um orgulho da população por sua cidade, resgatando também valores sociais estimulados pela múltipla relação entre indivíduos e espaço, que impulsionariam pensamentos comuns, direcionados ao progresso e à harmonização e equilíbrio da vida e sociedade urbanas.

Obviamente que seria uma pretensão – e equívoco – dizer que com apenas uma ação nas praças de São Paulo, todos os problemas de desigualdade e injustiça instalados seriam resolvidos. Mas a intenção é justamente estudar, e visualizar, se ações pequenas como essa – que em última instância são benévolas e benéficas a todos moradores urbanos – despertariam força necessária para uma mudança de conduta (indiferente, acomodada e individualista) de parte da população.

em_busca_do_xeque-mate

25 março 2008

Uma palavra-chave, ou melhor, um termo-chave do Projeto Amar.elo é “praça pública”. Esse foi um primeiro recorte dado lá no início do projeto, que nem sequer tinha um nome (ou um codinome, como ainda prefiro dizer). Aliás, lembrando melhor, a intenção nem era trabalhar com a cidade, tão pouco com praças públicas.

No final de 2007, com a obrigatoriedade de se decidir por um tema, ainda estando com a cabeça imersa nas aulas e no projeto semestral – projeto embalar (talvez o mais difícil e completo do curso) -, a única certeza que eu tinha era que eu não tinha certeza de nada. Justamente pela importância que eu dava ao TCC (vide postagem anterior: “influi_então_inclui“), era muita responsabilidade para mim, definir algo que, de certa forma, me definiria (ou pelo menos, me acompanharia) pro resto da vida. Uma decisão tão importante quanto escolher a faculdade que se vai cursar, quando ainda se está no ensino médio!

Eu estava disposto a estudar algo que fosse complementar e talvez completasse todos os setores do design que eu havia aprendido: experimental, identidade visual, tipografia, editorial, interface e embalagem. Algo que alinhavasse tudo isso e me desse a liberdade de conhecer o novo e, com algum estudo, ter certo domínio disso. Sendo assim, inscrevi meu TCC na coordenação com o tema: “representação das relações humanas através de fotografias aplicadas em materiais diversos que traduzem o momento captado! (hehe)

Não me perguntem o que eu queria dizer com isso exatamente, mas a intenção era trabalhar com tudo o que eu queria descobrir ou aprimorar, como fotografia, design de superfície, sociologia, e também, não poderia me esquecer, o design gráfico. Mesmo tendo inscrito o tema no prazo, fiquei insatisfeito, obviamente, a ponto de não parar de pensar em como reverter a esteira que eu tinha escrito.

Foi quando, exausto, em uma das minhas muitas “viagens” de metrô, desisti de pensar no meu trabalho e fui repassando mentalmente o que meus amigos estavam fazendo. Eu estava totalmente empolgado com o projeto do Naldi, cujo esqueleto era uma frase apenas: “quando os mendigos morrem, eles viram pombos”. Era genial! O paralelo entre dois seres vivos solitários que são sempre afastados/afugentados da/pela sociedade, quando não, ignorados completamente. Uma presença-ausência; seres invisíveis.

Eu realmente gostei do tema, nunca havia visto ninguém fazer essa comparação, mesmo isso estando tão presente entre nós. E fiquei divagando sobre essas relações: se os mendigos são mantidos à margem da sociedade, mesmo estando inseridos nela; o espaço em que eles vivem não seria também desprezado? As pessoas não percebem que a sujeira do pombo é causada pela própria sujeira e poluição que elas produzem e lançam no espaço? Afugentar o pombo, por ser sujo, e excluir o mendigo, por não pertencer a um grupo social que se “relacione” com os demais, não deveria causar um questionamento sobre as ações adotadas por cada indivíduo que, uma hora invoca os direitos humanos e da igualdade, e na outra quer levar vantagem sobre qualquer coisa sem nenhuma punição? A sociedade não está disposta a mudar em vista dessa situação atual?

Não sabia responder todas essas perguntas, mas com bases que eu tinha de leituras anteriores (Nicolau Sevcenko e Zygmunt Bauman) pude traçar alguns paralelos, que achei que me motivariam a estudar e produzir algo de bom. Destacando alguns termos desses pensamentos, cheguei em: modernidade, cidade, relações pessoais, abandono. E me veio instantaneamente à mente as praças públicas de São Paulo.

Então tratei logo de mudar meu projeto, fiz mais alguns levantamentos de referências, problematizei melhor a situação, e o resultado pode ser observado no plano de pesquisa inicial, anexado no link abaixo.

Plano de pesquisa incial para o TCC

influi_então_inclui

20 março 2008

As opiniões se dividem quando falamos da existência do trabalho de conclusão de curso, o famoso TCC. Não sei como essa história está agora, se todas as instituições serão mesmo obrigadas a excluírem essa “matéria” de suas grades curriculares ou se a decisão é facultativa. Só sei que as grades já em curso devem ser obedecidas até seu término, logo, terei o privilégio de aproveitar as possibilidades do TCC.

Sem ironias. Eu acho mesmo que o TCC não deve acabar, pois ele é o processo intermediário entre o aprendizado “escolar” e o mercado “profissional”. É como se alguém chegasse pra você e te desafiasse: “pense no que você quer trabalhar e faça o melhor projeto que conseguir, para provar que merece seu lugar entre os profissionais da área”.

Cruel demais? (hehe) Talvez nem tanto porque já estamos acostumados com as muitas cobranças e provações que nos foram exigidas durante o percorrer do nosso caminho até chegarmos aqui.

Fora esse lado mais “cruel” e comercial da coisa, eu defendo a existência do TCC por ser o momento “x” pra realmente estudar e aprender (e apreender!) uma infinidade de conteúdos específicos e correlacionados ao seu tema. O que é incrível!

Qualquer tema que se escolha, a partir dessa decisão, uma trama imensa se abre com assuntos associados. Assuntos esses que podem ser naturalmente associados por sua proximidade semântica ou até relacionados através de outros assuntos que trilhem caminhos diferentes mas que se cruzem em um determinado momento, distante ou não.

Por isso, surge como necessário, e da maior importância para a organização das idéias, o chamado “recorte”, cujo uso é imprescindível para a simplificação dessa trama complexa que se estabelece, como eu já disse anteriormente, assim que escolhemos uma palavra, que seja, como tema guia.

Mas deve se ter muito cuidado com o recorte! O resultado final do trabalho depende dele. É como ter um mapa estelar em mãos e, ao invés de ligar estrelas para formar um signo completo, liga-se muitos pontos que formem um zodíaco inteiro; ou fecha-se um desenho incompreensível, ou até, então, liga-se apenas dois pontos, formando um “micro-nada” – que não se relaciona com nenhuma das possibilidades que fazem sentido, ou seja, uma ligação errônea, que não contribuirá para a produção de conhecimento público (no máximo no seu próprio, o que não é recomendável no mundo acadêmico e profissional).

Transpondo tudo isso para o meu caso específico, o Projeto Amar.elo já sofreu uma série de mudanças e recortes. Isso, porque o recorte não é uma incineradora, como pode-se pensar. As partes que são excluídas em um primeiro momento podem se juntar novamente, até em menores pedaços que antes, aproveitando mais essencialmente seu significado para o trabalho.

Fazendo uma comparação com o universo do design gráfico, o recorte se assemelha mais a uma edição feita no Photoshop, em que é possível “esculpir” um material bruto, excluindo, remendando, intercalando e sobrepondo – e no final, polindo -, para se obter uma unidade novamente; com a possibilidade ainda, de voltar passos atrás e reconstruir algo totalmente novo (claro que dentro dos limites do tempo: há um momento que tanto no programa quanto na “vida real” não se pode, e nem se aconselha, voltar atrás, tamanho o investimento de tempo e suor em uma linha de raciocínio).

Os recortes também são naturais a partir do momento em que as muitas referências de estudo são assimiladas e cruzadas entre si, sofrendo dessa maneira, um processo de adição e exclusão simultâneo. E, como exemplifiquei, é importante não só limar, mas também polir esse produto, para que não se tenha arestas que prejudiquem o todo, e de fato, no final, seja um trabalho brilhante!

um_sonho_amarelo

14 março 2008

Quase todo mundo já teve um desejo utópico, não é verdade? Ter um carro que voa, descobrir um país feito de sorvete, se teletransportar do trabalho para casa em segundos…Bom, o meu era que o mundo inteiro fosse regido pela lei real da justiça. A justiça que traria harmonia, paz e, conseqüentemente, progresso para o território e população. Certo, pode ser bem difícil que isso aconteça enquanto eu estiver vivo, caso tudo continue como está, mas hão de concordar que pelo menos uma vez vocês já pensaram nisso.

Quando eu era criança, eu custava a entender por que “quem” tinha construído as cidades não as tinha feito planas e geométricas, como eu fazia no videogame, jogando Simcity (jogo simulador de construção e gerência de cidades). Seria tão mais fácil se locomover na cidade a pé ou de carro (caso ainda fosse necessário)! E seria legal também se o comércio fosse separado das residências, que por sua vez seriam terrenos espaçosos e adequados para cada cidadão poder constituir sua família, feliz, sem ter inveja de nada, por justamente ter as mesmas possibilidades e direitos de todos os outros cidadãos.

E eu continuava: nesse lugar perfeito não se usaria dinheiro, todos trabalhariam em função de todos, fariam o que são aptos e o que gostam de fazer. Sem pagamentos. Apenas pela certeza de que – insisto novamente – ele teria direito a tudo o que todos têm direito. Assim, também não existiriam marcas e nem produtos concorrentes, dessa forma, toda pesquisa e progresso seriam voltados para o bem total da população [notem que apesar de tudo existiriam designers! hehe].

Mas eu era apenas uma criança. E não compreendia a totalidade e os pormenores das coisas. Porém, ainda assim, eu tenho o sonho de viver em uma cidade (espaço) limpa com uma sociedade justa e digna. Só que agora eu custo a entender, por exemplo, por que desviam o curso dos rios e por que tem gente que suja a calçada de sua própria rua. Claro que pra algumas dessas perguntas eu tenho respostas – nem sempre satisfatórias -, mas para algumas das restantes é o que o meu trabalho no decorrer deste ano pretende desvendar. O principal objetivo, se é que eu posso hierarquizá-los, é discutir o poder da interferência do designer no meio social (nesse caso) urbano para melhorar as relações entre pessoas, e pessoas e seu espaço (incluam também outros seres vivos que estão diretamente ligados tanto às pessoas quanto ao espaço). É uma busca da afirmação da cidadania, da convivência harmônica, para que de fato indivíduos sejam cidadãos e se orgulhem disso. No meio-fio dessa busca, inclui a discussão do papel do designer como profissional, que ainda hoje é tão incompreendido, inclusive pelo próprio designer.

Por isso tudo, nomeei ou codinomeei (hehe) o projeto de “amar.elo”. Como diriam os Beatles, all you need is love. E eu os parafraseio, generalizando: todos nós precisamos ‘amar’ – e amar mais. Leia-se aqui amor como cuidado, carinho, cumplicidade, respeito, fraternidade. E esse amor deve ser estendido a todos, sem exceção, para que aquela utopia de “sociedade equilibrada” se torne cada vez mais palpável.

E aí entra o papel do ‘elo’. Na verdade. Dos elos, no plural. Somente tomando iniciativa, e constituindo elos de amizade, solidariedade e respeito, estimularemos a reciprocidade e o entendimento do outro; atitudes essas, que acabam com desavenças e diferenças que não acrescentam em nada para o exercício do bem.

E por fim, amar.elo é amarelo, é a cor chamativa, expansiva, é um alerta, um aviso, a precaução, a prevenção, uma ponte, uma ligação, um meio-termo, um intermédio entre polaridades (sim, é um trocadilho de designer, e ainda verbovocovisual! hehe).

Resumindo: é um projeto que incita a discussão, ao mesmo tempo em que alerta a sociedade, sobre a fragilidade dos laços humanos nos dias de hoje, que se volta contra ela na forma de descaso e abandono, priorizando a individualidade ao invés do coletivo. E a saída talvez seja compartilhar um sonho que não seja nem creme, nem dourado, mas sim, amarelo.


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